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Brasil ainda apresenta incidência elevada de tuberculose

Dr. César Machado*

 

Atualmente a Tuberculose Pulmonar (TP) ainda representa um importante problema de saúde pública a nível mundial. Em 2011, 8,7 milhões de casos novos foram notificados (13% destes em portadores do vírus HIV), com 1,4 milhões de mortes pela doença. Além de frequentes, existe uma distribuição desigual, concentrada principalmente em países de baixos recursos. O Brasil está entre os 22 países de alta carga de TP monitorados pela OMS, concentrando 80% dos casos da doença no mundo. Dados do Ministério da Saúde (MS) mostram a notificação de 38,4 casos novos por 100.000 habitantes em 2011. Entretanto, apesar da redução na incidência em relação ao visto anteriormente, os indicadores de cura, mantidos em torno de 70% nos últimos anos, indicam que o país não avançou nas metas estabelecidas pela OMS de curar 85% dos pacientes.

 

O Rio de Janeiro é o Estado com maior incidência, atingindo em grande parte a faixa etária dos 20 aos 29 anos. Somente em 2012, foram registrados neste Estado 14.039 casos, representando 15% do total no país. Na Bahia, os dados mais recentes, de 2011, mostram o registro de 5.257 casos novos por ano. Destes, apenas em Salvador foram 1.854 em 2011 e 1.406 em 2012.

 

As razões para este elevado número de portadores de TP no Brasil tem várias explicações, dentre elas o abandono ao tratamento que ainda é em torno de 10%. Isso reflete, em parte, a baixa abrangência do tratamento supervisionado. Outro fator importante é o preconceito que representa uma grande barreira no tratamento da doença. Há desinformação sobre o diagnóstico e muita gente não entende que a tuberculose tem cura, desde que o tratamento seja feito de forma correta e orientada. Existe ainda o preconceito com relação às pessoas que já tiveram tuberculose, há desconhecimento sobre as formas de transmissão e de que as pessoas depois que iniciam o tratamento, também param de transmitir a doença.

 

Diagnosticar a tuberculose às vezes também é difícil, porque ela tem sintomas parecidos com resfriados ou com pneumonia. A tosse prolongada que persistente por mais de 30 dias, febre baixa, geralmente ao final do dia, e a perda de peso, são os principais sinais de alerta que nos faz suspeitar de tuberculose.

Em 2009, devido ao aumento da resistência a isoniazida (fármaco utilizado no tratamento de todos os tipos de tuberculose), o MS realizou mudanças no tratamento da TP. Introduziu-se então uma nova droga (etambutol) às três outras drogas já existentes (rifampicina, isoniazida e pirazinamida) para uso nos dois primeiros meses da doença. Estas são formuladas em uma única cápsula, com doses e duração de tratamento ajustadas de acordo com particularidades de cada paciente e a forma de apresentação da doença, mas nunca por um período menor que seis meses. Seguir as orientações médicas, com acompanhamento periódico, é condição essencial para o sucesso terapêutico.

* Médico pneumologista, vice-líder do Núcleo de Doenças do Tórax do Hospital Português.

  

       
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