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Imunoterapia do câncer de pulmão

A busca da ciência por meios mais eficazes de enfrentamento do câncer, hoje, concentra grande expectativa na imunoterapia. O método, inicialmente aplicado contra o câncer de pele melanoma, também, vem se mostrando efetivo no tratamento de tumores avançados de pulmão, inclusive metastáticos. A alternativa biológica de combate a esse tipo de carcinoma – que é um dos mais agressivos e atinge milhares de brasileiros, anualmente – muitas vezes, se traduz em maior tempo de vida, melhor resposta ao tratamento, menor toxicidade, efeitos colaterais reduzidos e bem-estar para o paciente. Quem atesta é o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC-BA) e coordenador do Time de Tumores Torácicos do Ambulatório CAM, do Centro de Oncologia do Hospital Português, Dr. Fernando Nunes. “Conquistamos essa evolução. Individualizamos, ao máximo, o tratamento para cada subtipo de câncer pulmonar e oferecemos a melhor proposta terapêutica para cada indivíduo: desde novas drogas até radioterapia de ponta. Consequentemente, os danos associados são menores e a qualidade de vida é maior durante a reabilitação”, destaca.

 

O oncologista explica que o cuidado personalizado possibilita empregar a imunoterapia, de forma isolada ou como recurso terapêutico complementar, combinada a outras estratégias convencionais: radioterapia, cirurgia, quimioterapia e/ou terapias-alvo. O método tem se mostrado altamente eficaz contra o câncer, segundo publicações renomadas como a revista The New England of Medicine, que demonstrou uma redução de até 41% no risco de morte de pacientes com câncer avançado de pulmão. Entretanto, a ciência deve avançar, ainda, no entendimento dos casos em que o método não funciona. Dr. Fernando ressalta que uma das metas atuais da Oncologia é, justamente, identificar com precisão as pessoas que podem ser beneficiadas pela imunoterapia. “Essa descoberta deve ampliar o acesso às medicações biológicas que, embora ainda possuam altíssimo custo, vêm oferecendo nova perspectiva para os pacientes com câncer de pulmão avançado, que já não conseguem responder à terapia convencional”, observa.

                                                                                                                     

Resposta imunológica ativada

No início da década atual, diversas publicações científicas mostraram que o sistema imune humano gera uma reação inflamatória importante, ao identificar uma célula cancerígena, assim como acontece diante de um patógeno infeccioso. Contudo, no adoecimento por câncer, essa reação inflamatória orgânica é autodesligada. Evitar esse autodesligamento, mantendo a resposta imunológica ativada, é o que faz a imunoterapia. Dr. Fernando explica que todo tratamento que envolve o sistema imune pode ser considerado imunoterapia. “O mais incrível é que essas drogas biológicas não atacam o tumor, elas levam o próprio organismo (sistema imune) a reconhecer e combater o câncer, impedindo que a doença evolua”. 

 

A intenção dos pesquisadores é que, no futuro, a imunoterapia possa ser utilizada contra os diferentes tipos de câncer. Evidências científicas atuais já atestam a eficácia deste método nos tumores de pele melanoma, cabeça e pescoço, bexiga, rim, fígado e pulmão localmente avançado (que ainda não afeta outros órgãos) ou avançado (metastático). “Os benefícios reais da imunoterapia nos estágios iniciais do carcinoma pulmonar ainda carece de evidências científicas. Em breve, deveremos ter novas publicações também neste cenário. Hoje, os pacientes diagnosticados precocemente contam com a excelência do HP no tratamento padrão (cirúrgico e/ou quimioterápico)”, destaca.

 

Incidência e causas do câncer pulmonar

Pneumologista do HP, Dra. Marta Leite ressalta que o carcinoma de pulmão é um dos tumores mais agressivos e letais, e sua incidência reflete o hábito de fumar nas suas diversas formas – fumo ativo, passivo, inalação de tabaco ou de outras ervas. Poluição, inalação de amianto, predisposição genética, mutações aleatórias e algumas doenças crônicas pulmonares também podem causar a doença. Em 2018 e 2019, o problema deve atingir 12,5 mil mulheres e 18,7 mil homens brasileiros, a cada ano, segundo o INCA. Quem fuma ou já fumou tem risco aumentado para desenvolver câncer de pulmão, devendo visitar um pneumologista, anualmente, para fazer o exame preventivo de Tomografia de Tórax com baixa dosagem de radiação. O mesmo vale para pessoas com idade superior a 55 anos. “Deixar de fumar reduz as chances de ter câncer, mas é preciso tempo para eliminar os danos causados ao organismo. O ideal é não fumar”, adverte a pneumologista.

 

A médica explica que a equipe de Pneumologia do HP está preparada para realizar o tratamento de pacientes que desejam abandonar o tabagismo, empregando estratégias específicas para cada caso. Além disso, os Serviços de Pneumologia e Oncologia da Instituição atuam em conjunto, na prevenção do câncer pulmonar, através de campanhas educativas, que visam aproximar o paciente da equipe multidisciplinar do Programa Institucional Antitabagismo. “O tratamento do tabagismo envolve o uso de medicamentos aliados a terapias comportamentais”, observa. O paciente conta ainda com ferramentas diagnósticas modernas, como a broncoscopia, biópsia guiada por imagem (Tomografia), além de cirurgiões torácicos experientes. Uma vez estabelecido o diagnóstico, podem ser solicitados outros exames complementares para mapeamento clínico do paciente, como o PET-CT. “Existe uma série de marcadores moleculares, que tem facilitado e ajudado no melhor tratamento do câncer de pulmão, e o HP tem acompanhado cada evolução nessa área, ofertando um arsenal diagnóstico e terapêutico com padrão de qualidade e segurança internacional”, conclui a pneumologista.

 

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