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Autonomia e independência na terceira idade

05 July 2018

Nos últimos cinco anos, o Brasil ganhou 4,8 milhões de idosos, superando a marca de 30,2 milhões de pessoas na terceira idade, em 2017, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo IBGE. Esse perfil demográfico atual tem impactado no número de brasileiros com mais de 60 anos que se mantêm ativos e produtivos, social e economicamente. Não raro, encontramos idosos que se dedicam aos estudos, a uma profissão, ocupações voluntárias ou voltadas à qualidade de vida. Vera Lúcia Couto é um desses exemplos. Aos 71 anos, a aposentada divide o seu tempo entre o trabalho voluntário em duas instituições beneficentes, a produção de artesanatos infantis e a prática de hidroginástica. Ter a rotina preenchida por tantas atividades, para ela, é motivo de ânimo e disposição. "Depois que os meus netos cresceram e me aposentei, fiquei com o tempo livre. A médica recomendou ocupações que beneficiassem meu corpo e raciocínio. Então, resolvi confeccionar artesanatos para recém-nascidos, porque sempre gostei de trabalhos manuais. Produzo e doo esses materiais para entidades beneficentes, há seis anos. Também pratico hidroginástica, há dois anos. Hoje, sinto maior disposição e bem-estar", revela.  

A busca por um envelhecimento ativo e saudável, com exercício da autonomia e independência, é uma tendência global, que deve se acentuar em nossa população, nos próximos 40 anos; quando seremos um povo predominantemente idoso. A observação é da geriatra e gerontóloga do Departamento de Associados do Hospital Português (HP), Dra. Corina Leal. A especialista lembra que o Brasil concentra, hoje, 16,9 milhões de mulheres, acima de 60 anos, e 13,3 milhões de homens, nessa faixa etária. “São pessoas que podem preservar sua capacidade funcional e contribuir para a vida social e econômica, na medida em que consigam atingir um envelhecimento bem-sucedido”, destaca. Este bom desempenho ilustra o melhor cenário esperado para a terceira idade: a manutenção da autonomia (capacidade de tomar decisões e fazer escolhas sobre a própria vida) e independência (que corresponde à boa funcionalidade motora).                                                             

É o caso de Celina Basto que, aos 70 anos, mantém plena vitalidade física e intelectual: faz yoga e caminhadas regulares, cuida do sono e da alimentação, é voluntária em uma instituição binacional, consultora empresarial (compartilha a experiência de anos de atuação como professora universitária e empresária da construção  civil) e, ainda, encontra tempo para desfrutar da companhia do marido, seus três filhos e cinco netos. “Aos 40 anos, decidi aprofundar minha espiritualidade e redefinir minha missão de vida. Passei a valorizar o crescimento e a prosperidade decorrentes da excelência nos empreendimentos pessoais e profissionais. Hoje, dedico 50% do meu tempo à família e aos amigos, e 50% às atividades voluntárias e profissionais”, revela. 

Contudo, nem sempre a autonomia e independência caminham juntas, melhorando a qualidade de vida do idoso e sua família, e os custos gerados para a saúde pública. Isso acontece, por exemplo, no adoecimento neurológico degenerativo, que afeta a cognição e memória, ou quando há prejuízo da motricidade. Por isso, a geriatra ressalta que a integridade física e mental, nesta fase da vida, tem relação direta com fatores genéticos e, sobretudo, o modo como se vive. “Diversos estudos mostram a influência importante do comportamento na maneira como envelhecemos. Desenvolver atitudes positivas, no dia a dia, é fundamental para envelhecer bem”, afirma.  

Quanto mais cedo tiver início o cuidado com a saúde, maiores serão as chances de êxito. Isto envolve: acompanhamento médico de rotina, prática regular de exercício físico, boa alimentação, bom convívio social e familiar, desenvolvimento da espiritualidade, do amor e da sexualidade, além de evitar hábitos nocivos – como inatividade física e de raciocínio, situações de desgaste emocional e estresse, excessos alimentares, consumo de cigarros e álcool, dentre outros. Em outras palavras, todos esses aspectos ampliam as chances de envelhecer com saúde e bem-estar. Quem não se cuidou, na juventude ou fase adulta, pode tentar reverter esse saldo negativo, mudando o estilo de vida. “O corpo humano envelhece gradativamente, desde o nascimento. Essa condição se acentua por volta dos 30 anos de idade. Entretanto, temos exemplos de pessoas que aderiram a uma rotina saudável, na maturidade, conquistando vigor físico e mental”, observa a geriatra. 

A atenção com o modo de vida ajuda a prevenir, ainda, outro problema comum na terceira idade: a depressão. Um dos gatilhos para essa doença mental é a transição de um cotidiano ativo para uma rotina tranquila. “O ideal é que haja planejamento prévio da aposentadoria ou da saída dos filhos de casa, para que o idoso possa aproveitar o tempo livre para desenvolver novas potencialidades ou projetos de vida, como aprender outro idioma, praticar um esporte, fazer uma graduação ou atividade voluntária”, recomenda.

Dra. Corina lembra que, cada vez mais, esse público tem atraído o interesse de diferentes segmentos do mercado, motivando produtos e serviços específicos para atender as suas necessidades: cuidado especializado em saúde, faculdades da terceira idade,  cursos de iniciação ao uso das novas tecnologias, programas de atividade física, viagem e turismo, dentre outros. “Envelhecer é algo natural na existência de todo ser vivo e, sobretudo, um privilégio. Essa compreensão é essencial para que o idoso (ou sua família) busque meios de obter o bem-estar máximo possível nesta fase da vida”, conclui.   

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