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Avanços na cirurgia cardíaca

10 September 2018

A Cardiologia evoluiu significativamente, nas últimas décadas, a ponto de oferecer soluções efetivas para os diversos tipos de doenças do coração. Desde a ação de medicamentos modernos até o emprego de técnicas cirúrgicas avançadas, muitos são os recursos desta especialidade médica para ampliar a qualidade de vida e a longevidade dos portadores de cardiopatias. Na área cirúrgica, os avanços abrangem procedimentos minimamente invasivos, uso de videocirurgia, colocação de implantes no coração, dentre outros. Especialista do Serviço de Cirurgia Cardíaca do Hospital Português, Dr. Luciano Rapold observa como a evolução contínua da especialidade tem favorecido resultados melhores no cuidado de pacientes com cardiopatias. Confira a entrevista!

 Existe um perfil comum aos pacientes beneficiados pela cardiologia moderna?

Não. A cardiologia atende a um público diverso. Em relação à faixa etária, temos bebês com cardiopatias congênitas, portadores de doenças (adquiridas na infância e juventude) associadas a processos infecciosos, pessoas de meia idade com doenças cardiovasculares associadas à aterosclerose e, finalmente, os idosos com doenças de caráter degenerativo. Existe, também, grande variação na incidência de cardiopatias em relação a gênero, etnia e classe social. 

Quais os avanços principais da cirurgia cardíaca, nas últimas décadas, e as vantagens associadas?

A cirurgia cardíaca tem avançado em processos e rotinas de segurança (protocolos de cirurgia segura) com redução na estatística de complicações. As técnicas cirúrgicas têm evoluído para redução do trauma cirúrgico, com incisões cada vez menores na cirurgia minimamente invasiva. Essa evolução contínua trouxe equipamentos mais biocompatíveis, que provocam cada vez menos reações adversas no pós-operatório. Novos procedimentos eliminam ou minimizam a utilização de circulação extracorpórea. O uso de hemoderivados também está caindo bastante, nos últimos anos, com a utilização de equipamentos mais eficientes para auto-transfusão. Algumas tecnologias de maior custo, como a cirurgia robótica e os dispositivos implantáveis de assistência circulatória (coração artificial), já são uma realidade em comunidades onde há maior desenvolvimento social. Em nosso meio, ainda estamos lidando com aspectos econômicos para acessar esses dispositivos, mas é uma questão de tempo.

Essa evolução tem melhorado, também, a perspectiva dos pacientes com problemas cardíacos graves?

Sim. Temos aumentado a oferta de tratamentos para pacientes cada vez mais graves, mais frágeis e mais idosos. As novas tecnologias trazem possibilidades de tratamento antes inalcançáveis. Também o trabalho em equipe otimiza a assistência a essas pessoas com maiores necessidades. Os resultados cirúrgicos são potencializados e prolongados por um bom acompanhamento do seu cardiologista. Assim como, se beneficiam de uma boa orientação dietética, reabilitação funcional e assistência psicológica com foco na retomada da vida cotidiana e dos projetos pessoais, interrompidos pela hospitalização. 

O futuro da cirurgia cardíaca aponta para a substituição de procedimentos convencionais por mini-cirurgias ou esta é uma realidade, ainda, distante?  

A tendência é essa. Cada vez mais procedimentos deixam de ser realizados por cirurgia convencional. Isto está acontecendo agora. Inclusive, por este motivo, procedimentos híbridos de alta complexidade são realizados, hoje, por equipes multidisciplinares. O chamado "Heart Team" é composto de cirurgião, hemodinamicista, ecocardiografista, entre outros profissionais, para que o conjunto desses conhecimentos seja utilizado em técnicas inovadoras, com a máxima segurança. No passado, experimentamos a divisão das especialidades médicas. Parece que agora vamos vivenciar uma espécie de fusão.

Tamanha modernização exige aperfeiçoamento contínuo dos cardiologistas. Como a equipe do Serviço de Cirurgia Cardíaca do HP se mantém atualizada?

Esse é um desafio constante e requer muita habilidade dos profissionais para dividir seu tempo entre as atividades assistenciais na Instituição e a própria educação continuada. Os cirurgiões do Serviço são atuantes nos principais fóruns científicos nacionais e internacionais. Temos satisfação em trabalhar com equipes clínicas, em total sintonia com as evidências científicas da literatura mundial.

Qual a importância de ter uma infraestrutura hospitalar adequada para realizar procedimentos avançados?

Total. Cirurgia cardíaca é uma especialidade que depende totalmente da infraestrutura hospitalar. Nossos resultados sofrem influência de múltiplos fatores. Desde a proficiência dos profissionais de apoio até a qualidade do parque tecnológico hospitalar, um mínimo detalhe pode fazer toda a diferença. Esta é a vantagem de operar em uma instituição como o HP, que prima pela qualidade seguindo padrões internacionais de acreditação. 

Clique no link abaixo e leia a Revista Imagem Real de Setembro/18 completa:
http://www.hportugues.com.br/imprensa/revista-imagem-real

       
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