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Comportamento alimentar e obesidade

09 May 2019

Comportamento alimentar e obesidade 

Grande parte da população mundial se alimenta, atualmente, não apenas para atender à necessidade fisiológica de fome (que indica o momento de repor a energia do organismo), mas, por motivações diversas, que envolvem o apelo comercial da indústria alimentícia e, até mesmo, o estado emocional. Assim, condições próprias da vida moderna, como ansiedade, depressão, facilidade de acesso à comida, oferta abundante de alimentos (inclusive, industrializados), influenciam o comportamento  das pessoas na hora da alimentação, especialmente, nos centros urbanos. Umas das consequências desse contexto é o alto índice de sobrepeso e obesidade populacional, conforme observa a chefe de Nutrição do Hospital Português, Gildete Fernandes. Nesta entrevista, a nutricionista discorre sobre a relação entre padrão alimentar e excesso de peso. Confira! 

1)  Como o apetite e a saciedade interferem no ato de comer?  

A fome é uma necessidade orgânica, já o apetite é descrito como o desejo de comer certos alimentos, uma vontade específica de satisfazer um estado afetivo e preencher uma necessidade emocional. Assim, diante de uma sensação desagradável, associada à ansiedade e/ou depressão (que, geralmente, é descrita como “um vazio”), o indivíduo pode confundir fome e apetite, passando a comer em excesso. Nesse momento, a percepção de saciedade (cessação da fome) é prejudicada pelo componente emocional.

2) O padrão alimentar moderno tem relação direta com os altos índices de sobrepeso?  

Sim, porque as preferências alimentares e a capacidade de controlar a ingestão do alimento, na infância e na vida adulta, agora, sofrem interferências do estilo de vida sedentário com maior nível de estresse, ansiedade e depressão; da ausência de estrutura familiar e/ou relações interfamiliares marcadas por maus hábitos alimentares; do maior acesso aos alimentos processados, dos apelos midiáticos da indústria alimentícia, entre outros fatores.

3) Transtornos alimentares e dietas da moda são consequências desse contexto? 

Sem dúvida. As dietas da moda encorajam expectativas não realistas, levando ao fracasso e subsequente sentimento de culpa; enquanto os transtornos alimentares podem ter relação com: preocupação excessiva com o preparo, a compra, apresentação e ingestão de comidas especiais e/ou exóticas (Síndrome do Gourmet); preocupação excessiva com hábitos e dietas naturalistas, macrobióticas, consumo predominante de frutas, legumes e folhas (Ortorexia); ato inconsciente de comer dormindo, que acomete 3% da população mundial (Transtorno Alimentar Noturno); hábito de comer depressa,  às escondidas e várias vezes ao dia, presente em 3% da população mundial, com histórico de tentativas fracassadas de emagrecimento (Comedores Compulsivos). 

4) Quais as estratégias nutricionais para um padrão alimentar saudável? 

Experimentar alimentos novos, entendendo que este processo é adaptativo; reduzir o apetite, mantendo a atenção no alimento ingerido e na mastigação lenta e adequada; perder peso de forma controlada, com uma rotina de atividade física e bons hábitos  alimentares (sem perder o prazer de comer); evitar dietas muito restritivas e substituição da refeição principal por shakes; observar o valor calórico total da refeição, evitando consumir mais energia do que se gasta; priorizar alimentos coloridos, contendo macronutrientes essenciais, como as fibras, entre outras. 

5) Quais as chances de uma pessoa desenvolver obesidade? 

O risco de obesidade é maior para quem possui herança genética da doença. Desse modo, enquanto uma pessoa sem histórico familiar de obesidade tem 9% de chance de desenvolver o problema, o risco é de 50%, para quem tem um dos pais com obesidade, e de 80%, para quem tem ambos os pais com sobrepeso excessivo.

6) Como prevenir e tratar a obesidade?

A prevenção envolve os aspectos já citados. Diante da doença já instalada é preciso o acompanhamento individualizado e multiprofissional. Essa atenção, de diferentes especialistas da saúde, traz segurança para o paciente no processo de mudança de hábitos de vida, potencializando a conquista e manutenção dos melhores resultados. 

       
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